Nenhum caso da doença foi registrado no Pará este ano. Estado monitora municípios

A confirmação pelo governo de Minas Gerais, na última sexta-feira, de 25 mortes causadas pela febre amarela e as 71 suspeitas de mortes no estado em consequência da doença estão deixando o Ministério da Saúde em alerta. As ocorrências também no Distrito Federal e vários casos da doença no Espírito Santo, divulgadas pelo governo federal na semana passada causam preocupação entre a população. No Pará, a Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) informou, no entanto, que não foram registrados casos da doença, este ano e descartou qualquer situação alarmante.

Os dados da Sespa informam que não há mortes a serem apuradas e nem casos de pessoas internadas com sintomas da doença. Somente no ano passado, 71.195 pessoas foram vacinadas e em 2015 o quantitativo foi ainda maior com 80.230 vacinações. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que apenas uma dose da vacina já é suficiente para a proteção por toda a vida. Em decorrência do cenário atual em Minas Gerais, Espírito Santo e demais estados, porém, o Ministério da Saúde definiu a manutenção de duas doses da vacina no calendário oficial, sendo uma aos nove meses de idade e reforço aos quatro anos.

De acordo com a Diretoria de Vigilância da Sespa, entre 2010 e 2016 foram confirmadas cinco casos de febre amarela no Pará. Três resultaram em óbito. A Sespa esclareceu que nenhum dos pacientes estava com a vacina em dia. Todos eram homens e tinham em média 18 anos. Os registros dos óbitos foram  feitos nos municípios de Tailândia e Breves.

A Sespa confirmou a orientação dada pelo Ministério da Saúde, que vem estimulando a vacinação, em todos os Estados, das pessoas que moram ou vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata. A medida decorre da possibilidade de transmissão da febre amarela na maioria das regiões rurais do Brasil, sobretudo entre os meses de dezembro e maio.

Agência Para

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