Preso ontem em Belém é apontado como autor de mais de 30 execuções. Ele é um dos principais suspeitos do assassinato do prefeito de Goianésia do Pará

Francisco Leite, o “Chicão”, considerado um matador de aluguel de alta periculosidade, foi capturado ontem (25) e é apontado pela participação direta no assassinato do empresário Eduardo Santos, cujo corpo foi encontrado na fazenda do ex-prefeito Macarrão, e na execução do prefeito de Goianésia do Pará, João  Gomes, o Russo, morto com 6 tiros na cabeça quando participava de um velório.

O matador de aluguelFrancisco Leite é apontado como autor de mais de 30 homicídios, a maioria deles a queima-roupa
O matador de aluguelFrancisco Leite é apontado como autor de mais de 30 homicídios, a maioria deles a queima-roupa

O pistoleiro Francico Leite da Silva, vulgo “Chicão”, 70 anos, fugitivo do Sistema Penal do Pará, onde cumpria pena de 44 anos de prisão pela morte do marceneiro Silvério Lourencinne, foi recapturado ontem pela manhã após passar um ano e 4 meses foragido da justiça. Uma equipe do Serviço de Inteligência da Polícia Civil paraense, sob o comando do delegado Silvio Maués, estava monitorando o matador de aluguel há mais de duas semanas.

Francisco Leite foi preso quando saia de uma residência de propriedade do irmão do vereador José Ernesto, assassinado em janeiro deste ano em Goianésia do Pará. Quando foi abordado pelos polícias, “Chicão” não estava armado e não resistiu a prisão. Ele foi apresentado na Divisão de Homícidios e em seguida encaminhado para o presídio de Americano, de onde saiu pela porta da frente, em dezembro de 2014, após receber permissão da justiça para passar o natal com a família.

Assassinatos

Segundo apurou a reportagem, além da morte do marceneiro Silvério Lourencinne, crime ocorrido em novembro de 2004, no centro de Ulianópolis, Francisco Leite é apontado como autor de mais de 30 homicídios, a maioria deles a queima-roupa. Ele também está condenado por outros dois homicídios, sendo uma das condenações oriunda do município de Chapadinha, no Estado do Maranhão.

Considerado um homem frio e sanguinário, Francisco Leite agora é investigado pela participação direta nas execuções do empresário Eduardo Santos, morador do município de Goianésia do Pará, cujo corpo foi encontrado morto em uma estrada vicinal “da Rajada”, há cerca de 45 km do município de Tailândia. Antes de ser assassinado com vários tiros, Eduardo foi torturado e teve uma das orelhas cortadas.

Chicão também é investigado no inquérito policial que apura a execução do prefeito de Goianésia do Pará, João Gomes, o “Russo”, assassinado no dia 24 de fevereiro deste ano, quando participava de um velório no centro de Goianésia. Segundo informações de populares, o prefeito “Russo” chegou ao velório para prestar seu voto de pesar a família enlutada, cumprimentando a todos. Os dois homens não identificados já se encontravam no local. De repente, eles chamaram pelo nome de “Russo” e, de arma na mão, dispararam cinco tiros na cabeça do prefeito João Gomes, que teve morte instantânea. Após a execução sumária, os assassinos fugiram do local em uma motocicleta.

Caso Lourencinne

No Pará, Francisco Leite foi o único dos envolvidos na morte de Silvério Lourencinne, que foi condenado e chegou a cumprir parte da pena. Os outros envolvidos são Davi Resende Soares, que morreu em 2014, Marta Resende Soares, vereadora, (irmã de Davi Resende), Lindomar Resende Soares, pecuarista, (filho de Davi e Sobrinho de Marta). Com exceção de Davi Resende e Marta Resende, que permaneceram por mais de um ano na condição de foragidos da justiça, tendo ambos obtido liminar da justiça para responder ao processo em liberdade, Lindomar Resende e José Ernesto Machado também foram presos pelo crime, porém passaram pouco tempo na cadeia. Segundo o inquérito policial e a denúncia do Ministério Público, Davi, Marta e Lindomar teriam sido os mandantes do assassinato do marceneiro Silvério Lourencinne, executado com 5 tiros na cabeça disparados por Francisco Leite, que após cometer o bárbaro assassinato, na frente de várias testemunhas, saiu caminhando calmamente do local do crime, fugindo em um carro marca fiat, sendo alcançado e preso por uma guarnição da Policia Militar. O empresário José Ernesto Machado teria sido o intermediário entre os mandantes e o matador.

Evandro Corrêa/O Liberal

 

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