Polícia começa a ouvir testemunhas da morte do prefeito de Goianésia

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João Gomes tinha 66 anos e era do Partido da República (PR). Prefeito foi morto a tiros no domingo, 24, durante um velório na cidade

A Polícia Civil já ouviu duas testemunhas do assassinato do prefeito de Goianésia do Pará, João Gomes da Silva (PR), conhecido como “Russo“, que foi morto no último domingo (24). Para a polícia, o crime tem características de execução, pois a vítima foi assassinada a tiros quando participava de um velório no centro da cidade (veja vídeo acima).

Segundo a polícia, dois homens chegaram de moto no lugar onde ocorria o velório. Um deles fez seis disparos, a maioria na cabeça da vítima. Uma equipe de peritos esteve no local, fez a remoção do corpo e perícia na cena do crime. João Gomes tinha 66 anos e era do Partido da República (PR). Ele assumiu o cargo de prefeito em 2013.

Um dos tiros atingiu de raspão perna da esposa do prefeito, que foi encaminhada para o Hospital Regional de Tucuruí. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), a paciente foi atendida por um ortopedista por volta das 00h30 de segunda-feira (25) e liberada em seguida.

Cinco equipes da Polícia Civil foram enviadas para a cidade para apurar as circunstâncias e a motivação do crime. Desde domingo, equipes das polícias Civil, Militar e Polícia Rodoviária Federal fazem barreiras nas estradas e buscas na região para tentar prender os assassinos.

Muitas perguntas ainda sem respostas

O assassinato do prefeito de Goianésia do Pará, João Gomes da Silva, conhecido popularmente como “Russo”, deixa no ar muitos questionamentos que precisam ser feitos pela Polícia Civil – e por quem mais for designado a investigar esse caso –, pois é quase certo que há muito mais coisa por trás desse crime do que um corpo jogado no chão de uma sala.

O prefeito foi assassinado por dois homens que, na noite deste domingo (24), invadiram um velório e, a tiros, estouraram a cabeça de “Russo”, que não teve qualquer chance de defesa. Os criminosos fugiram de moto e driblaram o cerco policial montado na cidade e ao longo da Rodovia PA-150, por policiais militares e Polícia Rodoviária Estadual (PRE).

A primeira pergunta que se faz é quem teria coragem de entrar num velório e atirar na cabeça do prefeito? Sim, porque não é qualquer bandido pé de chinelo que tem coragem e costas largas para isso.

A polícia precisa se perguntar também a mando de quem trabalharam esses pistoleiros e finalmente por qual razão alguém detonaria o prefeito dessa forma, no meio de uma multidão.

Não se pode deixar de perguntar também a quem essa morte interessa, quem queria tirar “Russo” do mapa, que interesses ele contrariou.

Da mesma forma, é preciso saber se a morte tem ligação com desentendimentos pessoais do prefeito, brigas políticas ou problemas nas empresas nas quais ele tinha participação direta ou indireta.

A verdade é que muitos negócios obscuros sempre cercaram a vida do ex-prefeito, que era natural do Piauí e iria completar 63 anos em junho próximo.

O prefeito de Goianésia do Pará, no sudeste do Estado, João Gomes, mais conhecido como ‘Russo’, foi assassinado na noite deste domingo (24), no centro do município. O gestor levou seis tiros à queima-roupa quando participava de um velório, na rua União, por volta das 20h30. Até o final da noite, a polícia não tinha pistas sobre a identidade dos homens que executaram o prefeito.

Com a morte do prefeito, assume o cargo o vice, Antonio Pego, conhecido como ‘Tonhão’. A Câmara de Vereadores do município deverá se reunir hoje para providenciar a mudança de comando. Goianésia do Pará foi emancipada em 1991 e tem cerca de 35 mil habitantes.

Com informações

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