Pará tem 42 casos de zika e aumento de 50% nos casos de dengue

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Dados foram divulgados nesta quarta-feira, 6, pela Sespa. No estado, há 33 casos de microcefalia que podem estar relacionadas à zika

Só em 2015, foram registrados 42 casos de zika no Pará, de acordo com o 14º Informe Epidemiológico de 2015 emitido pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) divulgado nesta quarta-feira (6). Na terça (5), o Ministério da Saúde informou que, no estado, há 33 casos de microcefalia de bebês que podem estar relacionadas à zika.

Todas as ocorrências de zika foram confirmadas pelo IEC como autócones – quando a doença é contraída dentro do município. O tratamento para a zika é apenas paliativo, de suporte e de correção de sequelas. Logo, é preciso diminuir a incidência do mosquito transmissor.

O boletim aponta ainda o aumento de 51, 60% dos casos de dengue no estado. Foram registrados 4.944 casos, além de 14 de febre chikungunya.

Dos 13 municípios paraenses com maior ocorrência da dengue, Belém ainda lidera no ranking, com 1.201 casos confirmados no decorrer de 2015. No ano anterior, 365 pessoas desenvolveram a doença. Este ano, o cenário da dengue foi mais abrangente em Parauapebas, com um total de 377 casos confirmados; seguido por Altamira, com 257; Senador José Porfírio (185), Marituba (163), Canaã dos Carajás (148) e Ananindeua (124).

É importante que as gestantes mantenham o acompanhamento e as consultas de pré-natal nos serviços de saúde. A vulnerabilidade do feto tem maior risco no primeiro trimestre de gestação (FOTO: SIDNEY OLIVEIRA / ARQUIVO AG. PARÁ)
É importante que as gestantes mantenham o acompanhamento e as consultas de pré-natal nos serviços de saúde. A vulnerabilidade do feto tem maior risco no primeiro trimestre de gestação (FOTO: SIDNEY OLIVEIRA / ARQUIVO AG. PARÁ)

Cinco mortes
Como em 2014, cinco mortes por dengue foram confirmadas ao longo de 2015, sendo duas na capital e outras três em Altamira, Irituia e Rurópolis. O óbito ocorrido no município de Breves, relatado em dezembro do ano passado, foi descartado e retirado por ter tido resultado laboratorial para leptospirose. A Sespa orienta que as Secretarias Municipais de Saúde informem num período de 24 horas a ocorrência de casos graves e mortes suspeitas.
Para a confirmação de óbitos é necessária a investigação epidemiológica com aplicação do Protocolo de Investigação de Óbito do Ministério da Saúde, que prevê exames específicos em laboratórios credenciados do Estado, como o Laboratório Central (Lacen) e Instituto Evandro Chagas (IEC) – que são preconizados pelo Programa Nacional de Controle da Dengue – para o correto encerramento de casos graves e óbitos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

A execução de ações contra a dengue é de competência dos municípios, que devem cumprir metas, entre as quais destacarem agentes de controle de endemias para fazer visitas domiciliares. Paralelamente, a Sespa faz o monitoramento dos 144 municípios que receberam o incentivo do Ministério da Saúde para vigilância, prevenção e controle da dengue, e distribui às prefeituras inseticidas (larvicidas e adulticidas) para o controle. A secretaria também faz visitas técnicas aos municípios para assessoramento das ações do programa da dengue, além de apoiar a capacitação sobre a febre chikungunya.

Vitor Mateus,  Secretário de Saúde, explica que o Governo Federal decretou estado de emergência nacional e com isso todos os estados precisaram criar medidas próprias de combate ao mosquito também (FOTO: CARLOS SODRÉ / AG. PARÁ)
Vitor Mateus, Secretário de Saúde, explica que o Governo Federal decretou estado de emergência nacional e com isso todos os estados precisaram criar medidas próprias de combate ao mosquito também (FOTO: CARLOS SODRÉ / AG. PARÁ)

Chikungunya
O vírus da febre chikungunya também está controlado, e não há registros de transmissões ocorridas dentro do Estado. Em 2015, 14 casos importados da doença foram confirmados no Pará por critério laboratorial adotado pelo Instituto Evandro Chagas.

Os vírus da dengue, chikungunya e zika levam a sintomas parecidos, como febre e dores musculares, mas as doenças têm gravidades diferentes, sendo a primeira a mais perigosa. A dengue, que pode ser provocada por quatro sorotipos diferentes do vírus, é caracterizada por febre repentina, dores musculares e falta de ar. A forma mais grave da doença é caracterizada por hemorragias e pode levar à morte.

O chikungunya caracteriza-se principalmente pelas intensas dores nas articulações. Os sintomas duram entre dez e 15 dias, mas as dores articulares podem permanecer por meses e até anos. Complicações sérias e morte são muito raras. Já a febre por zika vírus leva a sintomas que se limitam a, no máximo, sete dias e não deixa sequelas. Não há registro de casos de morte provocados pela doença no Pará.

Serviço

Mais informações sobre dengue e febre chikungunya são fornecidas pelas Secretarias Municipais de Saúde de Ananindeua – (91) 3073-2220; Marabá – (94) 3324-4904; Marituba – (91) 3256-8395; Santarém – (94) 3524-3555 e Tucuruí – (94) 3778-8378. Em Belém, além dos telefones (91) 3344-2475, 3344-2459 e 3277-2485, estão disponíveis os telefones dos Distritos Administrativos da Prefeitura: Daben (3297-3275), Daent (3276-6371), Dagua (3274-1691), Daico (3297-7059), Damos (3771-3344), Daout (3267-2859), Dasac (3244-0271) e Dabel (3277-2485) Complicações sérias e morte são muito raras. Já a febre por zika vírus leva a sintomas que se limitam a, no máximo, sete dias e não deixa sequelas. Não há registro de casos de morte provocados pela doença no Pará.

Agência Pará/G1 Pará