Três estabelecimentos foram destruídos durante a ação nesta quarta, 23. Serrarias estavam embargadas desde 2014 e beneficiavam madeira ilegal

Uma operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em conjunto com a Polícia Federal e o Exército, destruiu três serrarias do município de Baião, no nordeste do Pará, nesta quarta-feira (23). Segundo o Ibama, os estabelecimentos estavam embargados desde 2014, mas continuavam beneficiando madeira ilegal.

Cerca de 2.000m³ de madeira sem origem declarada foram encontradas nas serrarias, que funcionavam na zona rural do município e podem ter extraído a madeira de reservas extrativistas próximas à região. As empresas acumulam quase R$ 10 milhões em multas e estavam bloqueadas pelo Ibama, por terem cometido fraudes no sistema oficial de controle de madeira do órgão.

“Essas três serrarias somam 17 autos de infração, então elas são infratoras contumazes e estão embargadas desde 2014. Em 2015 foi realizada nova vistoria, elas estavam operando ilegalmente de novo e foram embargadas de novo. Neste ano nós realizamos investigação prévia e elas continuavam operando, retirando madeira e foi feita a destruição e retirada total destas serrarias”, explica Luiz Paulo Albarelli, superintendente do Ibama no Pará.

Segundo o Ibama, o Pará é o maior produtor de madeira nativa do país e já teve 553 empreendimentos florestais multados ou embargados por algum tipo de fraude em 2016. A maioria das penas aplicadas está relacionada à extração ilegal de madeira, resultando em quase R$ 200 milhões em multas.

“Este combate somente in loco, da vistoria do crime já ocorrido, não é o bastante para coibir o desmatamento. Por isso que essas ações sobre serrarias e empresas madeireiras ilegais que fomentam o desmatamento, é fundamental para coibir e reduzir as taxas de desmatamento na Amazônia”, afirma Albarelli.

Três funcionários que atuavam nas serrarias destruídas foram ouvidos pela Polícia Federal durante a operação. O objetivo é descobrir quem são os verdadeiros beneficiários que comandavam o esquema de exploração irregular de madeira na região.

“Através das diligências in loco, o material apreendido e as oitivas dos empregados que estavam no local, vão nos possibilitar identificar quem é o real proprietário das serrarias e quem é que está financiando ou determinando que se pratiquem os crimes na região”, diz Uálame Machado, superintendente da Polícia Federal no Pará.

Na terça-feira (22), dois caminhões foram apreendidos pela Polícia Federal. Eles transportavam cerca de 60 metros cúbicos de madeira e 2 mil metros cúbicos de madeira destruída nas serrarias sem licença de operação.

G1 Pará

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