Lei 9.504/97 e artigo 13 da resolução 22.718/2008, do Tribunal Superior Eleitoral, proíbem toda e qualquer propaganda eleitoral dentro dos templos

Começou nas redes sociais e já chegou às ruas da cidade de Tucuruí uma movimentação para impedir que os púlpitos das igrejas sejam usados para pedir votos. E os protestos contra as propagandas eleitorais dentro das igrejas, principalmente durante os cultos, o que é proibido por Lei, já tem reunido dezenas de jovens evangélicos de Tucuruí que estiveram nas ruas no último fim de semana para protestar contra a ilegalidade.

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Com base na lei Lei 9.504/97 e de acordo com o artigo 13 da resolução 22.718/2008, do Tribunal Superior Eleitoral, eles tentam conscientizar o maior número de religiosos de que é proibida toda e qualquer propaganda eleitoral dentro de templos. A lei entende que os templos são espaços de acesso comum e não devem ser usados como palanques eleitorais, prática que é corriqueira e cultural em nosso país.

Movimento quer conscientizar o maior número de religiosos de que é proibida toda e qualquer propaganda eleitoral dentro de templos
Movimento quer conscientizar o maior número de religiosos de que é proibida toda e qualquer propaganda eleitoral dentro de templos

Distribuir santinhos, fazer o púlpito de palanque eleitoral e colocar cabresto no eleitor é uma atitude criminosa.

E todo ano eleitoral é a mesma coisa e os jovens, cansados da prática, querem acabar com o que chamam de “imoralidade” dentro das igrejas de Tucuruí.

Entendemos que púlpito não é palanque e nem faz parte de comitê eleitoral. Com Deus não se brinca. Igreja é lugar de louvar a Deus, disse Nelson Souza Campos, organizador do movimento. “Quando uma igreja se torna politicamente amiga de um grupo, automaticamente se torna inimiga de outro. Isso é totalmente contraditório à natureza da Igreja e à sua missão na terra que é atrair todos os homens para Cristo, através da fé em nosso Senhor Jesus”, analisa.

Qualquer pessoa pode denunciar crimes eleitorais nas igrejas e para isso o grupo tem usado as redes sociais. A justiça aceita como provas para denúncias áudios, vídeos ou documentos. Procure a delegacia ou o cartório eleitoral.