Polícias afirmaram não ter dúvida de que vão chegar aos criminosos (FOTO: MÁCIO FERREIRA / AG. PARÁ)

Delegado geral da Polícia Civil revelou que execuções dos prefeitos de Tucuruí, Goianésia e Breu Branco são consequência de envolvimento político com mafiosos.

Por volta do meio dia desta quarta-feira, 26, o titular da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), Jeannot Jansen, o comandante da Polícia Militar, coronel Hilton Benigno e o delegado geral da Polícia Civil, Rilmar Firmino, chegaram em Tucuruí para acompanhar os trabalhos iniciais de investigação do assassinato do prefeito Jones William da Silva Galvão (PMDB), de 42 anos, ocorrido na tarde de terça-feira, 25.

No 13º Batalhão de Polícia Militar, localizado no bairro Santa Mônica, o general Jansen reuniu com a classe política de Tucuruí e da região sudeste, além dos deputados Iran Lima (PMDB), Soldado Tércio (PROS), Lélio Costa (PC do B) e Dirceu Ten Caten (PT). Na ocasião, o titular da Segup adiantou a prefeitos de cidades próximas como Pacajá, Novo Repartimento, Goianésia do Pará e Breu Branco, além de representantes da administração municipal, todo o esforço empreendido pelo sistema de segurança para desvendar a autoria do homicídio do prefeito de Tucuruí.

O delegado geral da Polícia Civil Rilmar Firmino rebateu de forma as críticas quanto às investigações relativas à série de execuções de políticos com mandato no sudeste do Pará. Foram cinco, de janeiro do ano passado até hoje. Ele afirmou não ter dúvida de que vão chegar aos criminosos, “ao contrário das declarações irresponsáveis de deputados que não têm compromisso com a verdade, que usam da imunidade parlamentar para semear a discórdia e dizer que a polícia não investiga”, alfinetou. 

O delegado também revelou que as execuções, como todo mundo já desconfiava, estão interligadas e são consequência do envolvimento dos políticos com uma máfia que atua na região. Sem dar nomes aos bois ou esclarecer de que exatamente se trata, o delegado geral mencionou que, “infelizmente, na política, pessoas de bem acabam fazendo acordos espúrios, e assim acaba acontecendo como acontece no tráfico de drogas”, e que “se trata de cobiça, de ambição pelo poder, como foram os casos de Goianésia, de Breu Branco, já temos elementos suficientes para dizer que foi isso”.

O delegado geral adiantou, ainda, que os prefeitos assassinados – “pessoas de bem, que não tinham inimigos e não viviam na bandidagem” – fizeram articulações com gente errada, e concluiu que “dentro da política tem algumas articulações que acabam com as pessoas de bem pagando com a vida”.

Encomenda

O caso de Goianésia, Rilmar Firmino contou que pouca gente sabe, mas o prefeito João Gomes, o Russo, foi morto a mando do finado vereador Zé Ernesto (também assassinado a tiros, no dia 18 de fevereiro deste ano, menos de um mês depois da morte de Russo). O pistoleiro que executou Russo está preso sendo capturado no Piauí, e os que mataram o prefeito de Breu Branco, Diego Kolling, “daqui a pouco” serão presos, asseverou o delegado. 

Rilmar Firmino também revelou que as execuções, como todo mundo já desconfiava, estão interligadas e são consequência do envolvimento dos políticos com uma máfia que atua na região. Sem dar nomes aos bois ou esclarecer de que exatamente se trata, o delegado geral mencionou que, “infelizmente, na política, pessoas de bem acabam fazendo acordos espúrios, e assim acaba acontecendo como acontece no tráfico de drogas”, e que “se trata de cobiça, de ambição pelo poder, como foram os casos de Goianésia, de Breu Branco, já temos elementos suficientes para dizer que foi isso”.

O delegado geral adiantou, ainda, que os prefeitos assassinados – “pessoas de bem, que não tinham inimigos e não viviam na bandidagem” – fizeram articulações com gente errada, e concluiu que “dentro da política tem algumas articulações que acabam com as pessoas de bem pagando com a vida”.

Equipes da Divisão de Homicídios, da Superintendência Regional e da Seccional de Polícia Civil do Pará de Tucuruí, além da Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, estão investigando o assassinato do prefeito Jones Willian.

Nova reunião

Uma nova reunião, entre representantes da Segup e das prefeituras que estiveram na reunião de hoje, já foi agendada para a próxima quarta-feira, 2 de agosto.

 “De imediato, ainda na tarde de ontem (terça), reunimos nossos comandantes e gestores do Sistema no sentido de agilizar as diligências em Tucuruí. Estamos aqui na cidade para acompanhar, de perto, o trabalho inicial da Polícia Civil, assim como da Polícia Militar. Vamos nos empenhar, assim como fizemos no caso de Goianésia e Breu Branco”, disse o secretário Jeannot Jansen na abertura da coletiva de imprensa, realizada na sede do 13º Batalhão da PM.

Rilmar Firmino garantiu que, “apesar de complexa, a investigação vai chegar aos culpados pelo ‘crime de encomenda’. Assim foi em Goianésia, assim será em Breu Branco e Tucuruí”.

O delegado informou que o prefeito foi morto com oito disparos de pistola (ponto 40); cinco acertaram a cabeça do gestor municipal. “É um crime de difícil elucidação, mas vamos chegar aos responsáveis. É um crime contra o Estado. Já estão sendo recolhidas câmeras de circuitos internos de residências, estabelecimentos comerciais, e sendo produzido o retrato-falado dos suspeitos. Policiais da Divisão de Homicídios já estão ouvindo várias testemunhas, dentre elas os operários que estavam no momento do homicídio”, informou Rilmar.

“Além de Tucuruí, as cidade de Novo Repartimento, Goianésia e Pacajá estarão recebendo reforço do Comando de Missões Especiais da Polícia Militar. Estaremos com esta ação o tempo que for necessário para a tranquilidade da população”, afirmou o coronel Hilton Benigno.

Com Informações de Sérgio Chêne/Agência Pará

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É jornalista e profissional de marketing. Bem antenado e com ampla experiência no jornalismo online e impresso. Tem atuado como gestor de mídias sociais e assessor de imprensa. Fera em produção de conteúdo para a web, ama cinema, literatura, cultura geek, fotojornalismo e design gráfico. Ama o que faz. Simples assim!

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