Atividades educativas e exames serão oferecidos à população gratuitamente durante a Campanha Janeiro Roxo. Iniciativa chama a atenção quanto aos sintomas da doença

Janeiro é o mês dedicado à prevenção da hanseníase. E para chamar a atenção da população de Tucuruí quanto aos sintomas da doença e estimular a procura nas Unidades de Saúde de cada bairro para a realização de avaliações e exames a fim de detectar e tratar precocemente os novos casos da doença, a Secretaria da Saúde, por meio da Coordenação de Hanseníase, está realizando ações contra a doença.

O coordenador do Programa de Hanseníase no município, Joatan Salgado, explica que ao surgimento de sinais como manchas esbranquiçadas e dormentes pelo corpo, é fundamental que o paciente desconfie de hanseníase e procure atendimento médico imediato. “A Hanseníase tem cura, sendo necessário um tratamento rigoroso. Esse tratamento é gratuito estando disponível para qualquer pessoa nos postos de saúde”, explica.

O Janeiro Roxo foi criado para que as pessoas tomem conhecimento dessa doença e consigam mudar seus pensamentos sobre quem a possui. Durante todo o mês de janeiro, pretende-se que a população busque informações sobre os sinais e sintomas da doença nos postos de saúde. As ações também serão divulgadas nos meios de comunicação e nos veículos oficiais da Prefeitura de Tucuruí. “A hanseníase tem cura, mas se não for diagnosticada e tratada a tempo, pode provocar sequelas irreversíveis”, complementa o coordenador do Programa de Hanseníase.

Orientações e panfletagem marcam o encerramento da programação que acontecerá na próxima quinta-feira (31), quando ocorre o Dia D contra a Hanseníase, na Praça do Rotary, a partir das 8h.

Doença tem cura

O Brasil é o segundo país com mais casos de hanseníase, atrás apenas da Índia. Por ano, são registrados perto de 30 mil casos da doença, nos vários estados brasileiros e dentre as várias classes sociais, incluindo adultos e crianças.

O tratamento é gratuito em todo o território nacional e, em 2017, o Ministério da Saúde instituiu o mês de janeiro e a cor roxa para conscientização sobre a hanseníase. “A hanseníase está classificada entre as doenças negligenciadas, que são doenças da pobreza, junto com a leishmaniose, esquistossomose, tracoma. A rigor, todas as pessoas estão em risco. O que acontece é que a maior parte dos seres humanos apresentam uma resistência natural à doença. Portanto, mesmo entrando em contato com a bactéria que causa a hanseníase, não adoecem”, afirma a dermatologista Sandra Durães, Coordenadora da Campanha Nacional de Hanseníase da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Os principais sinais da doença são manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele, alteração ou perda da sensibilidade ao calor, frio, dor e ao toque. O doente de hanseníase também pode ter áreas de dormência e sensação de formigamento e fisgadas no corpo, além de diminuição da força muscular, podendo apresentar dificuldade para segurar objetos.

A doença pode provocar o surgimento de caroços e placas em qualquer local do corpo e diminuição da força muscular. A hanseníase é a doença infecciosa que mais cega. Se for diagnosticada a tempo, as sequelas podem ser controladas e o paciente terá uma vida normal.

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Denis Aragão
É jornalista e profissional de marketing. Bem antenado e com ampla experiência no jornalismo online e impresso. Tem atuado como gestor de mídias sociais e assessor de imprensa. Fera em produção de conteúdo para a web, ama cinema, literatura, cultura geek, fotojornalismo e design gráfico. Ama o que faz. Simples assim!

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