Ex-prefeito Sancler Ferreira foi condenado mas ainda pode recorrer da decisão (Arquivo)

Ministério Público deflagrou nesta terça-feira em Tucuruí a “Operação Alcobaça”. Combate à fraudes em licitações é o foco. Desvio de dinheiro público pode chegar a mais de R$ 100 milhões

O Ministério Púbico do Pará (MPPA) e a Polícia Civil do Pará desencadearam na manhã desta terça-feira (4) a Operação Alcobaça que investiga fraudes em licitações no município de Tucuruí, Sudeste do Pará. São alvos da operação pessoas ocupantes de cargos no Poder Público Municipal e empresários. O ex-prefeito Sancler Antônio Wanderley Ferreira teve a prisão preventiva decretada, mas ainda não foi localizado nos endereços de Tucuruí e Belém. O desvio de dinheiro público pode chegar a mais de R$ 100 milhões de reais em valores atualizados.

Os agentes do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e Grupo de Segurança Institucional (GSI) do Ministério Público do Estado cumprem mandatos de busca e apreensões e além do ex-prefeito, o MPPA decretou a prisão preventiva de Ronaldo Lessa Voloski (ex-chefe de gabinete);  Francisco Souto de Oliveira Júnior (ex-assessor do gabinete); Anisio Pacheco Ribeiro (ex-secretário municipal); Aline do Socorro da Silva Furtado (sócia de empresa, seria “laranja”); Maria José Vieira de Araújo (esposa ex-chefe de gabinete);  Cristiane de Morais Gouveia (empresária); Raimundo Germano de Souza (ex-secretário municipal); Adriana Higino Almeida de Souza (esposa do ex-chefe de departamento de tributos); Márcio Hiroshi Moreira Kamizono (ex-secretário municipal); Édson Andrey Furtado da Costa (chefe do departamento de tributos); Luana Pereira Pantoja (servidora da prefeitura); Orlando de Deus e Silva Neto (secretário municipal); Anderson José da Silva Furtado (sócio empresa); Lucas Fernando da Costa Menezes (funcionário empresa); Luiz Guilherme da Silva Araújo (funcionário empresa); Adeval Patrício Gouveia Souza (empresário) e Mariely Belich de Sousa (ex-secretária).

Os investigados são acusados dos crimes de fraude em licitação, peculato, corrupção ativa e passiva, de acordo com a conduta de cada um. As condutas ocorreram no período da gestão do então prefeito Sancler Ferreira à frente do executivo municipal, entre 2010 a 2015.

As prisões acontecem uma semana após o MPPA ter denunciado o ex-prefeito por crime contra a administração pública. Os envolvidos foram encaminhados para a Superintendência de Polícia Civil do Lago de Tucuruí para acareações e posteriormente enviados ao Centro de Recuperação Regional de Tucuruí – CRRT. Cumprem prisão domiciliar Adriana Souza, Aline Furtado e Cristiane Moraes, que têm filhos menores. A única mulher que teve a prisão preventiva decretada foi Luana Pantoja, há época servidora da prefeitura no departamento de Finanças, já foi encaminhada para o Presídio Feminino em Marabá.

Dez promotores de Justiça do Ministério Público, com o apoio de policiais civis e militares, num total de 33 agentes, cumprem 19 mandados, sendo 12 de prisão preventiva e três de prisão domiciliar. Outros quatro mandados de busca e apreensão também estão sendo cumpridos. Dezessete alvos são em Tucuruí e dois em Belém. Alcobaça foi o primeiro nome do atual município de Tucuruí.

Participaram da Operação Alcobaça pelo MPPA os promotores de Justiça Milton Menezes, Augusto Sarmento, Daniel Azevedo, Renato Beline, Amanda Lobato, José Dantas, Carlos Alberto, Pedro Brasil, Ely Soraia, Alexandre Couto e Sávio Campos.

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