Em atividade de visita e trilha monitorada, estudantes podem percebe como a ação predatória do homem está prejudicando o meio ambiente (Fotos Denis Aragão)

Há 30 anos as pessoas até tomavam banho nos igarapés. Hoje, as até as nascentes estão comprometidas com as invasões e ocupações

A estudante Ingrid Silva Nascimento lembra que há pelo menos 10 anos, muitos moradores de Nova Ipixuna utilizavam as águas dos igarapés Encantado e Praialta para lazer, lavar roupa e outras atividades. Agora a realidade é outra: os dois igarapés estão quase mortos devido a ação predatória das pessoas. A constatação de Ingrid e dos colegas de classe se deu nesta quarta-feira (13) durante a atividade promovida pela equipe do Programa de Educação Ambiental da Eletronorte (PEA) naquele município.

Durante a atividade de visita e trilha monitorada, cujo tema foi “Boa Convivência com o meio ambiente”, os estudantes do 8º ano do ensino fundamental da escola da escola Maria Irany Rodrigues da Silva, puderam perceber in loco, como a ação predatória do homem está prejudicando o meio ambiente.

Igarapé Encantado é o exemplo do que a ação do homem já fez

Conforme explica a educadora ambiental Leila Rocha, a atividade realizada pela Eletronorte em parceria com a secretaria de Educação de Nova Ipixuna, visa ajudar os estudantes a perceberem os problemas ambientais em suas comunidades e assim, traçarem projetos de sustentabilidade ambiental na escola e que também poderá abranger essas comunidades. “A intenção é que estes estudantes mais conscientes de suas responsabilidades com o meio ambiente, contribuam para o desenvolvimento do município”, enfatiza Leila.

Atividades em sala de aula ajudam a apontar os principais problemas e soluções para evitar a morte dos igarapés

O professor Jair Kléber, lembra que há 30 anos as pessoas até tomavam banho nos igarapés. Hoje, as até as nascentes estão comprometidas com as invasões e ocupações. Para ele, a destruição das matas ciliares, as ocupações e o lixo no entorno são os principais problemas que estão levando os igarapés à morte. “Essa geração precisa começar agora uma mudança de atitude. É preciso que todos cuidem do meio em que vivemos, pois é um dever de todos cuidarem do meio ambiente e essa ação promovida pela Empresa reforça essa necessidade”, aponta o professor.

A estudante Ingrid já sabe que precisamos fazer a nossa parte para que os rios se mantenham vivos

Ingrid Silva Nascimento, aluna do 8º ano do ensino fundamental, observa que os igarapés são muito importantes por servirem de mantenedores do rio Ipixuna, que corta o município e abastece milhares de pessoas. “O Igarapé encantado é o exemplo do que a ação do homem já fez. Boa parte do Igarapé já está assoreada e a mata ciliar toda comprometida. A área está sendo degrada há pelo menos uns 30 anos. Temos de cobrar providencias urgentes de nossos governantes, mas também precisamos fazer a nossa parte para que os rios se mantenham vivos”, declara a aluna.

Opinião reforçada pelo aluno Artur Nonato Barbosa. Para ele, depende dessa nova geração não somente cobrar providencia, mas também propor ações e projetos que podem ser realizadas pelos estudantes e também moradores visando a recuperação dos Igarapés. “Está nas nossas mãos a mudança e a preservação do meio em que vivemos. Hoje sei mais ainda que isso é importante”, afirma o estudante.

Denis Aragão – Ascom Eletronorte

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