Os responsáveis pela investigação garantiram não haver dúvidas de que Ricardo Pessanha,, o Ricardo Chegado, tenha encomendado a morte de Diego

Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de condução coercitiva, cinco mandados de prisão temporária e mais 10 mandados de busca e apreensão.

Luciana Marschall e Denis Aragão

Durante entrevista coletiva concedida no início desta tarde (28), em Tucuruí, representantes da Polícia Civil e do Ministério Público do Estado do Pará divulgaram a motivação para o crime que tirou a vida de do prefeito de Breu Branco, Diego Kolling, conhecido como Diego do Alemão, do Partido Social Democrático (PSD), em maio deste ano.

Os responsáveis pela investigação garantiram não haver dúvidas de que o presidente do partido no município, Ricardo Pessanha, conhecido como Ricardo Chegado, tenha encomendado a morte de Diego, de quem coordenou a campanha para a Prefeitura Municipal. Antônio Genival, também preso, confessou em depoimento ter atirado contra o administrador, contratado por Ricardo Chegado.

Ricardo Chegado foi preso hoje de manhã (Imagem Whatsapp).
Ricardo Pessanha, o Ricardo Chegado, mandante do crime, foi preso hoje de manhã

Conforme as investigações, Ricardo queria participar de licitações do município de formas escusas, com o que não concordava o prefeito Diego. Esse teria sido o motivo pelo qual Ricardo encomendou a morte. O intuito, conforme os responsáveis pelo caso, era abrir caminho na prefeitura para que fossem realizadas as fraudes.

Antônio Genival, confessou em depoimento ter atirado contra o prefeito
Antônio Genival, confessou em depoimento ter atirado contra o prefeito

Participaram da coletiva o promotor de Justiça de Breu Branco, Charles Pacheco, o diretor da Divisão de Homicídio, Carlos André, o delegado de Homicídio, Eduardo Rollo, e o delegado geral da Polícia Civil do Pará, Rilmar Firmino. Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de condução coercitiva, cinco mandados de prisão temporária e mais 10 mandados de busca e apreensão.

Um revólver calibre 38 foi apreendido junto de Antônio Genival e será encaminhada para perícia, a fim de determinar se foi a arma utilizada no crime.
Um revólver calibre 38 foi apreendido junto de Antônio Genival e será encaminhada para perícia, a fim de determinar se foi a arma utilizada no crime.

Além do executor e do mandante, foram presas mais três pessoas acusadas de terem ajudado na logística do crime e das quais ainda não foram divulgadas as identificações. A Polícia Civil e o Ministério Público do Estado do Pará garantem ter robustas provas técnicas e testemunhais que não deixam dúvidas acerca da autoria e da execução do crime.

Antônio Genival já prestou depoimento na manhã de hoje e não informou quanto recebeu para assassinar a vítima, mas também não deixou dúvida que as pessoas que estão presas são envolvidas no crime. Ricardo ainda não havia sido ouvido antes da entrevista coletiva. Os cinco presos serão transferidos para Belém.

Um revólver calibre 38 foi apreendido junto de Antônio Genival e será encaminhada para perícia, a fim de determinar se foi a arma utilizada no crime. A Polícia Civil agora irá confeccionar o relatório formal e a promotoria fará a denúncia ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará, para ser iniciado o processo criminal.

NOTA

O deputado federal delegado Éder Mauro, do mesmo partido da vítima e do mandante do crime, o PSD, emitiu nota esclarecendo que não procede a informação divulgada anteriormente de que o acusado Ricardo Chegado tenha coordenado a campanha dele para deputado nas Eleições de 2014.

O deputado ressaltou que não chegou a fazer campanha em Breu Branco “porque não tinha recursos para sequer chegar ao local, onde obteve pouco mais de 100 votos” e diz que o acusado trabalhou para outro deputado federal, de quem não informou o nome.

Éder Mauro diz ter conhecido Ricardo Pessanha nas Eleições de 2016. Conforme a nota, o deputado foi procurado pelo próprio Diego Kolling, que apresentou Ricardo como presidente do PSD de Breu Branco e, posteriormente, coordenador da campanha que elegeu Kolling no pleito daquele ano. Por fim, o deputado lamenta o ocorrido e enfatiza que continuará acompanhando as investigações.

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