Detran conta com aproximadamente 1.300 trabalhadores entre efetivos e terceirizados. O déficit é de 900.

Atendendo a uma paralisação unificada dos servidores públicos estaduais, os funcionários do Departamento de Trânsito do Pará (Detran) entraram em greve, ontem, por tempo indeterminado. A paralisação da categoria foi decidida em assembleia geral, no último dia 11. Os atendimentos em todos os setores do órgão devem continuar com apenas 50% do efetivo no Estado. Pela manhã, os trabalhadores se reuniram na frente de cinco postos de atendimento do Detran, na Grande Belém, para protestar contra o Governo do Estado.

O ponto alto foi na sede, localizada na avenida Augusto Montenegro, onde cerca de 50 servidores acamparam em frente ao prédio. Com faixas e o auxílio de um carro som, a categoria pedia apoio da população, e cobrava seus direitos. “Não estamos questionando aumentos, mas perdas da inflação que não foi repassada”, explica Élison Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Trânsito do Estado (Sindtran-PA).

Em todo o Estado, o Detran conta com aproximadamente 1.300 trabalhadores entre efetivos e terceirizados. O déficit é de 900. “Um servidor trabalha por dois. E temos vagas abertas. Já são nove anos sem concurso”, critica o presidente.

Segundo o sindicato, o Detran arrecada R$ 500 milhões por ano, atrás apenas da Secretária de Fazenda (Sefa). Élison diz que parte deste dinheiro serve para custear empresas terceirizadas, que prestam o mesmo serviço que os próprios servidores do órgão já fazem, como o desenvolvimento de sistema de informação, onde foram fechados contratos com cinco empresas de informática no valor de R$ 60 milhões, entre 2012 e 2016.

O Detran diz que os serviços de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), biometria e veículos estão sendo realizados por servidores que não aderiram ao movimento. As vistorias de veículos não estão sendo realizadas. Já a pauta de reivindicações apresentada pelo Sindtran está sendo avaliada e negociada junto à Secretaria de Administração do Estado.

REIVINDICAÇÕES

20% de reposição salarial.
Reajuste de R$ 200de auxilio alimentação.
Incorporação aos vencimentos de abono salarial do nível médio.
Implementação dos PCCRs para as categorias que ainda não recebem.
Realização de concurso público.
Fim da terceirização.
Reforma nas unidades e postos do Detran do interior do Estado.

Roberta Paraense/Diário do Pará

 

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É jornalista e profissional de marketing. Bem antenado e com ampla experiência no jornalismo online e impresso. Tem atuado como gestor de mídias sociais e assessor de imprensa. Fera em produção de conteúdo para a web, ama cinema, literatura, cultura geek, fotojornalismo e design gráfico. Ama o que faz. Simples assim!

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