Bombeiros reforçam combate a focos de incêndio no Pará

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O objetivo é reduzir o número de queimadas e incêndios florestais e conscientizar agricultores, quilombolas e estudantes quanto à prevenção

Começa nesta quinta-feira (3) e deve durar por dez dias uma operação do Corpo de Bombeiros para combater focos de incêndio em vegetações no Pará. Dados recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontam que dez municípios paraenses estão entre os que mais registram esses focos, entre eles Santarém, Portel, Pacajá e Novo Repartimento.

Segundo o Centro Integrado de Operações (Ciop), só no último domingo, mais de 40 ocorrências foram registradas, principalmente em Belém e Ananindeua. “Essas fumaças são resultado do clima seco, umidade baixa, falta de chuva e, principalmente, a ação do homem”, destaca o capitão Williames Andrade, instrutor de turmas de combate a incêndio florestal do Corpo de Bombeiros.

Queimar lixo no quintal de casa e jogar bagana de cigarro em área vegetativa pode agravar a situação. O militar explica que o ambiente passa por uma inversão térmica. Como a poluição está muito grande, o ar quente não consegue sair, pois a camada de gases poluentes provoca uma barreira na Terra, fazendo com que o ar continue circulando pelo sistema e deixe a cidade com clima pesado.

A estrutura

O principal objetivo da iniciativa é reduzir o número de queimadas e incêndios florestais com atuação direta e, por meio de palestras e treinamentos, conscientizar agricultores, indígenas, quilombolas, professores e alunos da rede pública de ensino quanto à prevenção.

Foram entregues quatro veículos pesados para transporte de tropa, 15 picapes equipadas com conjunto de combate a incêndio com tanque flexível de 400 litros, moto bomba centrífuga e mangueira de sucção e de descarga, dez motos bombas flutuantes, 150 mangueiras de combate a incêndio de 30 metros, 150 esguichos reguláveis, receptores de posicionamento global via satélite, barracas de campanhas, colchões, cantis, extintores e abafadores de fogo.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) está articulando uma campanha com a Secretaria de Meio Ambiente de Belém (Semma) para monitorar queimadas naturais, acidentais ou provocadas na cidade e região metropolitana. Segundo a Semas, eventos como esse estão se tornando comuns no Brasil por conta da diminuição das chuvas e consequente redução da umidade e aumento de calor, resultados das mudanças climáticas que ocorrem no mundo.

Saúde da população

Neste período, cresce o número de pessoas com alergias e infecções provocadas pela fumaça. Em Tucuruí, por exemplo, mais de 50% dos casos atendidos pela rede pública de saúde têm ligação com problemas respiratórios provocados pelas fumaças na região, segundo o major José Raimundo Lélis.

O Corpo de Bombeiro sugere à população que beba bastante água, use roupas leves, mantenha uma boa alimentação e evite ambientes com fumaça concentrada. Deve-se também optar por andar de bicicleta ou ir a pé, deixando o carro (grande poluidor do ar) em casa. “Pedimos ainda que as pessoas não queimem lixo em casa e nas ruas. Se for preciso queimar algo, que façam seguindo as orientações de segurança”, ressalta o capitão Williames.

Ascom/CBMPA

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É jornalista e profissional de marketing. Bem antenado e com ampla experiência no jornalismo online e impresso. Tem atuado como gestor de mídias sociais e assessor de imprensa. Fera em produção de conteúdo para a web, ama cinema, literatura, cultura geek, fotojornalismo e design gráfico. Ama o que faz. Simples assim!