Além dos sauditas, a coalizão é formada, entre outros, por Egito, Turquia e Paquistão. Nos EUA, o chefe do Estado-Maior afirmou que o Ocidente ignora a propaganda jihadista

A Arábia Saudita formou uma coalizão antiterrorista islâmica com 34 países, incluindo Egito, Turquia e Paquistão, mas que não inclui Irã e Iraque. A coalizão terá um centro de comando em Riad, a capital saudita, para “apoiar as operações militares na luta contra o terrorismo”, destacou uma nota oficial. A criação do novo grupo responde à “preocupação do mundo islâmico para combater o terrorismo e para ser um sócio na luta mundial contra esta praga”, afirmou o ministro da Defesa saudita e futuro príncipe herdeiro, Mohamed Ben Salman.

O país saudita, que já lidera uma coalizão de países árabes contra os rebeldes xiitas do Iêmen, também integra a coalizão internacional comandada pelos Estados Unidos que luta contra os jihadistas do Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria. Ao ser questionado se a nova coalizão também lutará contra o EI, o príncipe Mohamed afirmou que vai combater “qualquer organização terrorista”.

Aeronaves dos EUA em operações de coalizão contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria (Departamento de Defesa)
Aeronaves dos EUA em operações de coalizão contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria (Departamento de Defesa)

Além dos países já citados, a nova coalizão será formada por Jordânia, Emirados Árabes, Bahrein, Bangladesh, Benin, Chade, Togo, Tunísia, Djibuti, Senegal, Sudão, Serra Leoa, Gabão, Somália, Guiné, Autoridade Nacional Palestina (ANP), Ilhas Comores, Catar, Costa do Marfim, Kuwait, Líbano, Líbia, Ilhas Maldivas, Mali, Malásia, Marrocos, Mauritânia, Níger, Nigéria e Iêmen. A Rússia, que unilateralmente bombardeia alvos na Síria, a pedido do ditador Bashar Assad, informou que a aliança saudita pode ser um “fenômeno positivo”, mas que antes “é necessário analisar os detalhes”.

Propaganda jihadista

Os Estados Unidos não conseguem combater a propaganda do grupo EI de maneira satisfatória, e a mensagem dos extremistas tem, muitas vezes, boa ressonância entre os jovens – advertiu o chefe do Estado-Maior, general Joe Dunford, nesta segunda. “Acredito que, provavelmente, nós merecemos uma péssima nota em termos do que estamos fazendo neste momento”, manifestou o general em uma reunião de Segurança Nacional em Washington. Dunford afirmou que, no Ocidente, tende-se a ignorar o poder que o EI exerce nas redes sociais. “Podemos pensar em que as ideias são absurdas e imediatamente descartá-las. Isso é fácil de fazer, mas essas ideias têm ressonância”, acrescentou.

Agência EFE