Mobilização contra o mosquito reúne agentes de saúde e forças militares

O número de imóveis vistoriados pelos agentes de saúde e militares das Forças Armadas no Pará, na mobilização nacional de combate ao Aedes aegypti – mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika –, já representa 60,27% dos 1.840.433 estimados em todo o Estado. Ao todo, 1.109.211 imóveis, de 129 municípios paraenses, foram percorridos pelas equipes até a última quinta-feira (25), em busca de criadouros e para orientar a população sobre medidas de prevenção ao mosquito. ainda pelo balanço, 272.572 domicílios do Estado estavam fechados ou recusaram a vistoria.

Na última semana, o balanço da Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC) de Enfrentamento à Microcefalia, apontava apenas 340.808 estabelecimentos (18,5%) de 72 municípios do Estado. Em todo o País, a vistoria já chegou a 23,8 milhões imóveis, o que representa 35,6% dos 67 milhões estimados. O número inclui domicílios e prédios públicos, comerciais e industriais.

“Tivemos um avanço importante e um alcance de domicílios e prédios muito positivo. O fundamental é estabelecer um processo de sustentação das visitas e dar continuidade a um ambiente seguro e livre do vetor”, destacou o secretário-executivo substituto do Ministério da Saúde, Neilton Oliveira.

Rondônia é o estado que mais teve imóveis vistoriados percentualmente, com 132,5%. Foram 628,9 mil percorridos, 154,5 mil a mais do que o total estimado inicialmente (474,4 mil). Na sequência, o Piauí registrou o total de 113,6% (956,7 mil) e a Paraíba, 105% (1,2 milhão). Em números absolutos, Minas Gerais já percorreu 7,2 milhões de imóveis (101%); São Paulo, 6,2 milhões (38,3%); Rio de Janeiro, 3,7 milhões (55,5%); e Bahia, 3,6 milhões (82,6%).

Além dos estados líderes, Tocantins, Bahia e Mato Grosso superaram 80% de visitas. Goiás, Distrito Federal e Ceará já atingiram mais de 70% do total. Amapá tem registrados 404,1 mil (209%) imóveis trabalhados, mas informou que fará revisão dos números, pois registrou, no sistema, dados cumulativos sobre as visitas. Além disso, 88% dos municípios, ou seja, 4.901 dos 5.570 existentes em todos os estados do Brasil estão notificando as visitas no Sistema Informatizado de Monitoramento da Presidência da República (SIM-PR). Os dados são gerenciados pela Sala Nacional com base nas informações transmitidas pelas salas estaduais, a partir da mobilização para realização de visitas pelos municípios.

Entre os 41,5 milhões de imóveis informados pelas equipes locais de mobilização, 1,1 milhão de estabelecimentos foram recuperados, ou seja, houve sucesso no retorno de agentes e militares para acesso ao seu interior. “A presença constante dos agentes e a participação de um número expressivo de militares, além da realização de ações de mobilização por parte do governo federal, têm possibilitado o alcance de mais imóveis e municípios, convergindo para o nosso objetivo maior: a eliminação de focos do Aedes aegypti e a maior proteção da nossa população”, analisa o coordenador da Sala Nacional, do Ministério da Saúde, Marcus Quito.

Durante as visitas, foram identificados 1,3 milhão de imóveis com focos do mosquito, o que representa 3,3% do total de visitados. A meta é reduzir esse índice de infestação para menos de 1% de imóveis com foco. A Sala Nacional contabilizou a recusa de acesso a 155,2 mil imóveis, além de 9,2 milhões de domicílios fechados.

A base de imóveis a serem visitados considera os dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualizado com informações de outras pesquisas periódicas do mesmo instituto de pesquisa. Verificou-se que vários municípios possuem quantitativo superior de imóveis, principalmente em municípios pequenos, novos e com empreendimentos do Programa Minha Casa Minha Vida. Além disso, com a intensificação das ações de combate ao mosquito e a integração de vários agentes além dos órgãos de saúde, como Defesa Civil, bombeiros, policiais militares e voluntários, alguns municípios estão realizando e registrando no sistema mais de uma visita aos imóveis.

Agência Pará/ORMNews

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